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2 anos e 6 meses depois…

De volta. Para ficar. Nova vida. Novos sonhos. Novos projetos. Vontade de ter mais um. Aiii, dá tanto trabalho que a vontade passou! Mas quem sabe não seria uma boa ideia… Pode até ser. Vontade eu tenho. Nós temos. Mas a hora não é essa. Ainda não. Espera só mais um pouco. Bem que a gente merece! Uma nova chance de fazer tudo mais do nosso jeito, com a nossa cara, com as nossas vontades e, melhor, com o aprendizado que tivemos. Chance de fazer tudo mais a gente. Mas por enquanto, somos nós três no mundo. E esse mundo está mudando tanto… A mamãe está embarcando em uma nova aventura. Muito pensado pela vontade de ficar mais perto, de ficar mais junto. Pela vontade de desestressar um pouco mais. Ok, o estresse acompanha a gente. Esse mundo é louco. A profissão é louca. Quem mandou escolher comunicação? Às vezes me arrependo de não ser massoterapeuta. Iria aprender a relaxar os outros, quem sabe poderia aplicar em mim mesma e me acalmar quando fosse necessário. Ia passar o dia trabalhando ao som de ohmmm, barulhinho de água caindo na fonte, música new age. E o cheirinho de incenso? Lavanda, flor do campo, arruda, lírios. Não é possível que não ficasse menos estressada! Correndo menos. Acelerando menos…

Mas não, fui enveredar pela comunicação! Enveredar é pouco. Enredar é a melhor palavra. Duas graduações e uma pós + 14 anos de atuação. Aí é pedir demais, não? Mas o mundo da comunicação… Ah, como ele é mágico! Cá estou. O horizonte? Azul. Limpo. Lindo. Vai caber nele o que eu quiser desenhar. O que eu quiser pintar. E vou poder ficar mais perto do filho. Esse é meu maior motivo de viver. E já se passaram dois anos e meio que ele veio ao mundo. Bem, na verdade tem muito mais tempo que ele faz parte dos meus pensamentos desconexos (ih, mas esse já é outro blog!). Ele habita meu mundo desde o dia em que, obrigada pelo marido, fiz dois testes de farmácia. Esse blog nasceu dia 15 de fevereiro de 2011 (leia aqui). Pequeno Léo já tinha completado 4 meses. Iniciava a preocupação com a volta ao trabalho, que se deu um mês e meio depois. Mas desde que ele nasceu, são dois anos e meio (leia aqui). Também serve como marco de contagem.

A vida mudou tanto… E não é apenas a ausência da balada, a impossibilidade de se ir onde quiser, na hora em que bem entender. É forma de pensar. É jeito de amar. É modus operandi para toda ação que se pensa em executar! Hoje tem festa. Não, mas não dá para deixar com o vovô. Também não dá para levar. Ok, dá para levar. Mas tem que voltar cedo. Muito cedo. Na hora em que a festa começa. Sim, porque quando não se tem filhos, a festa começa às 22h, mas você só chega às 23h45. Mesmo se é à tarde. Ninguém chega cedo! E você, que é mãe, tem que pensar em dar comida ao filho (vai saber o que vai encontrar nas panelas quando chegar lá!) antes de sair de casa. Daí tem toda uma logística… E depois do almoço? Ele ainda tira uma soneca vespertina. Sem a qual fica um menininho tão chatinho e enjoado que é melhor ficar em casa e não ousar encarar uma alma desconhecida sequer! Daí vem a dúvida. Dorme primeiro e vamos todos juntos depois? Ou vamos agora, esticamos um pouco a hora da soneca e voltamos depois para ele dormir. O grande X é que todo mundo chega exatamente na hora em que ele dorme! Quem vence? Meu feeling de mãe diz que a hora é a do menino. O feeling do mundo me manda ensiná-lo a dormir embaixo da mesa (!) para não perder o melhor da festa. Ganha o menino. E a mãe. E o pai. Que voltam junto, perdem a festa, mas ganham um filho descansado, feliz e de quebra podem descansar também. Essa vida é doida. Corrida. Cansa ouvir tanta gente e decidir o melhor a fazer. Mas filho é isso aí. Vida é isso aí. E a gente segue com a certeza de que está fazendo o melhor.

Dois anos e meio depois. Tantas incertezas. Tantas inseguranças. Muitas alegrias. Inúmeras descobertas. A certeza de que ainda vamos errar muito tentando acertar. A vontade de acertarmos muito, mesmo achando que estamos errados. Já aprendeu a andar. Já aprendeu a falar quase tudo. Vai à escola. Pensa com umas ideias que nem imagino como se formam. Desafia. Questiona. Teima. Vem recheado de muita meiguice. De muito amor. De muito carinho.

E os desafios aumentam. E a vida vai subindo um pouco mais no gráfico das emoções. Mas trazem a certeza de que abrir mão de muitas coisas por eles vale a pena. E que mesmo abrindo mão, o caminho não precisa ser vazio. Que a gente pode preencher com nosso trabalho. Um trabalho mais prazeroso. Um começo meio tenso. Mas poder trocar três manhãs de trabalho para cuidar de um filho doente sem precisar pedir ao chefe é algo que não tem preço no mundo. O chefe é você. E se tiver que trabalhar de madrugada para cumprir o prazo, não importa. Você permaneceu ao lado dele. Cuidou com o seu carinho de mãe. E teve a certeza de que foi essencial para a recuperação do pequeno. E mesmo não tendo sido, o sentimento que fica aqui dentro é esse. E a certeza de mãe, mesmo quando incerta, não há trabalho no mundo que pague.

Às mães empreendedoras. Às que mudaram de vida depois que os filhos nasceram. Meu respeito e admiração. Meu obrigada por ensinarem ao mundo que é possível. Às mães que continuaram na jornada de um emprego, meu respeito e admiração. O mundo lá fora é pesado! É machista. É duro. E eu respeito todas que conseguem.

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Flávia Gomes

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Sabedoria materna


Todos temos mãe. Presente, ausente, bonita ou nem tanto, culta ou analfabeta sempre existe mãe, na vida de cada pessoa.
É com essa criatura especial que aprendemos lições que nos acompanham vida afora.
Quando crianças, de um modo geral, consideramos que mãe é aquela pessoa que sabe ser estraga-prazeres muito além da medida.
É aquela que nos chama para fazer o dever de casa justo na hora em que a brincadeira estava no auge. Ou quando estávamos prestes a passar para o próximo nível, no game.
É aquela que só sabe nos falar de obrigações: ir à escola, estudar para a prova, recolher a roupa espalhada pelo quarto, limpar a cozinha, varrer a calçada.
Parece que ela tem um computador que somente fica elaborando tarefas e mais tarefas.
Na adolescência, é a constante vigia das nossas saídas, dos telefonemas, do uso da Internet.
E sonhamos com o dia em que possamos nos liberar de tudo isso.
Nem nos apercebemos que para ela corremos, ao menor problema.
Quando pequenos, qualquer machucado nos faz gritar: Mãe!
Quando uma criança maior nos ameaça bater, corremos na busca de refúgio entre seus braços.
E quando as primeiras desilusões amorosas nos fazem acreditar que nunca seremos felizes é no regaço dela que encontramos um coração amoroso a nos dizer: Espera, amanhã é novo dia. Espera: o amor chegará e te fará feliz.
Quando chegamos à idade adulta, nos damos conta do extraordinário ser que é a mãe.
E, quando temos nossos próprios filhos, repetimos muitas das lições recebidas dela.
Finalmente, quando a maturidade vai salpicando de prata e neve os nossos cabelos, a memória nos recorda como era sábia nossa mãe.
O compositor brasileiro Tom Jobim, recordando sua mãe, dizia que ela era uma pessoa sempre de bem com a vida e, por vezes, engraçada.
Contava que, certa vez, transitava de bonde pelo Rio de Janeiro, com sua mãe. Sentado, começou a mexer com os pés até que, de repente um dos sapatos soltou-se e caiu.
Ele se levantou e ficou olhando o calçado parado, no meio da rua, enquanto o bonde continuava a se distanciar sempre mais.
Vendo seu desassossego, a mãe lhe perguntou: O que aconteceu?
Quando informou o que ocorrera, ela se abaixou, tirou o sapato que ainda estava no pé do filho e o lançou para fora.
Mãe, por que fez isso?
Ora, meu filho, quem encontrar um, encontrará o outro e poderá usar.
* * *
Sabedoria das mães. Que nós, filhos, a saibamos aproveitar.
Aprender com elas a amar, disciplinar e, em verdadeiro holocausto, renunciar aos filhos para os doar ao mundo.
Que as saibamos honrar com nossa presença e nossa gratidão, enquanto conosco.
E que não as esqueçamos, nos dias da saudade que virão, após sua partida. Que haja preces subindo aos céus pela joia preciosa que nos deu a vida física, nos amou, educou, ensinando-nos a andar com os próprios pés e desejar alcançar as estrelas.

Fonte: Redação do Momento Espírita.

Imagem tirada daqui.

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Porque a gente se preocupa…

Às vezes, quase sempre, eu acho que a gente se preocupa demais com a opinião dos outros. E mãe, então? Mãe é mesmo um bicho estranho! Sempre preocupada com o que os outros estão pensando daquilo tudo o que ela faz com os filhos. Eu nunca fui muito de me preocupar com os outros. Minha mãe, sim. Aliás, discutimos muitas vezes por esse motivo. Agora sou mãe. Será que isso vai começa a mudar? Será que o que os outros pensam vai começar a fazer parte da minha vida? Sinceramente, espero que não. Gosto de saber que o outro não paga minhas contas, por isso não tem nada a ver com o que faço ou deixo de fazer!

Dias atrás vi uma pesquisa feita por um site inglês (veja aqui) que afirmava que as mães mentem sobre a criação dos filhos pro medo de comparação com outras mães. Veja só como somos bobas! Cada criança é única. Uns dormem mais, outros menos, a maioria tem problemas com o sono, acorda várias vezes, mama várias vezes, chora várias vezes e muitas mães (mais do que eu acho que seja verdade) afirmam que seus filhos dormem a noite toda. Uma beleza! Eu me sentia toda errada quando ouvia isso, mas agora, fico na minha e desconfio das mães que dizem que elas, e os filhos, são quase o modelo da perfeição. Cada macaco no seu galho e vamos tratar de ser felizes com o filho que Deus nos deu. Continuar lendo