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Socorro, eu não sei amamentar! O livro.

Capa do livro

Amamentar não é instintivo? Definitivamente, NÃO! Mamães aprendem amamentar, amamentando… E bebês aprendem a mamar, mamando. Entretanto, esse relacionamento nem sempre tem início tranquilo, o que leva muitas famílias ao desespero. Ter dificuldade para amamentar torna tudo muito urgente, pois os sintomas da mãe ou do bebê desestabilizam a harmonia familiar, deixando todos muito tensos e dispostos a encontrar qualquer solução mais fácil e rápida – nem que seja oferecer a tão temida fórmula infantil na tentativa de conseguir tranqüilidade, aliviar dores, dormir e ter uma falsa sensação de que está tudo bem… Pelo menos pelas próximas duas horas. Um crime!

Um livro-guia escrito por uma enfermeira, consultora em aleitamento materno, mãe de duas crianças, que compartilha suas experiências pessoais e profissionais para ajudar as mais novas nutrizes a amamentarem seus bebês. Escrito em 25 capítulos, o livro traz orientações sobre como proceder se a mamãe for surpreendida pelas fissuras e rachaduras, mastite, bloqueio de ductos, se ela tiver feito mamoplastia, se quiser se preparar para o retorno ao trabalho, se ela tiver uma doença, entre outros tantos assuntos de extremo valor para a família toda, fundamentado na ciência e nas experiências profissionais.

Nunca escondi, e até me sinto orgulhosa de dizer, que me tornei consultora porque me comovi com as minhas próprias frustrações, porque sonhei enlouquecidamente com minha filha mamando até que ela mesma quisesse parar, e tudo parecia jogar contra. Passei inúmeras noites acordada tentando ajudar a mim mesma, chorei, pedi ajuda, ouvia todos os conselhos de “anjinhos” e “diabinhos”, até que finalmente encontrei, de uma forma que eu não imaginava, o tão sonhado “Prazer em Amamentar”.

Não conheço a Grasi pessoalmente. Nos encontramos no mundo virtual por causa do livro. Tenho orgulho em dizer que meu depoimento faz parte dessa coletânea. E mais, encabeça a lista dos resumos que estão na contracapa. À valente enfermeira Grasielly Mariano, meu muito obrigada e parabéns por ajudar inúmeras mãezinhas que sofrem nesse momento tão sublime da vida…

Reservas: livro@lactare.com

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Mamaço Coletivo – Adorei a ideia!

Hoje, 12 de maio, dia de apoio ao MAMAÇO COLETIVO em São Paulo, que vai acontecer às 14h30 no Itaú Cultural, Av. Paulista 149, postei um texto maravilhoso que encontrei no Blog da Lia. Para saber mais sobre a origem do mamaço, a mulher que foi barrada por tentar amamentar durante uma exposição, clique aqui.

Manifesto pelo direito das mães de não serem separadas de seus filhos logo após o seu nascimento e de permanecerem com eles o tempo todo pelo menos durante a primeira hora após o parto. Um recém-nascido não deve ser afastado de sua mãe, a não ser em períodos muito breves, em caso de extrema necessidade, e não deve ser deixado em berçários.

Manifesto pelo repúdio à alimentação artificial em maternidades, sem indicação clínica, quando a criança está apta a mamar e a mãe, disponível para amamentar. Água glicosada ou qualquer outro recurso que prejudique o reflexo de sucção do bebê são inaceitáveis.

Manifesto pelo direito das mães com dificuldades para amamentar de receberem apoio e orientação adequados por parte dos profissionais de saúde e da família. Mães com dificuldades de amamentação precisam de encorajamento e solidariedade.

Manifesto pelo direito das mães de amamentarem em livre demanda, sem serem desencorajadas por profissionais de saúde ou parentes sob o argumento de que os bebês têm de ter hora para mamar. Os bebês têm direito ao seio sempre que necessitarem, de dia ou de noite.

Manifesto pelo direito das lactantes de não serem pressionadas por parentes, profissionais de saúde, amigos ou conhecidos a oferecerem mamadeiras e chupetas. As mães são as principais responsáveis pelos cuidados com os seus filhos e devem ter o direito de alimentá-los de forma natural e instintiva.

Manifesto pela urgência de os pediatras serem profissionais e éticos ao interpretarem as curvas de crescimento, sem indicar alimentação complementar precoce a um bebê saudável simplesmente porque ele não se encaixa no padrão médio. Cabe aos médicos avaliarem se alterações nos padrões de engorda ou de crescimento são patológicos ou fisiológicos.

Manifesto pelo direito de uma mãe de manter o aleitamento exclusivo durante os seis primeiros meses de vida de seu bebê, sem ser assediada por parentes, profissionais de saúde, amigos ou conhecidos para que ofereça outros alimentos sem necessidade.

Manifesto pelo direito das mães que trabalham fora de casa de terem em seu ambiente de trabalho um local adequado, com higiene e condições de armazenamento do leite, para fazer a ordenha, seja para alívio das mamas, para a estocagem de leite a ser oferecido a seu filho na sua ausência ou para doação aos bancos de leite. As empresas devem oferecer condições para que suas funcionárias mantenham o aleitamento após seu retorno ao trabalho, seja flexibilizando seus horários, mantendo creches em seus recintos, instalando salas de ordenha ou permitindo que a criança seja trazida à mãe para receber o seio.

Manifesto pelo direito de toda mulher que trabalha fora de casa a gozar de uma licença maternidade de seis meses. Seu retorno ao trabalho também deveria ser facilitado, com possibilidade de redução de jornada com o recebimento proporcional do pagamento ou flexibilização de horários.

Manifesto pelo direito dos bebês de serem amamentados enquanto necessitarem, mesmo que esse tempo supere o período considerado aceitável pela nossa sociedade.

Manifesto pelo direito de as mães amamentarem seus filhos em público, quando necessário, sem serem condenadas por pudores hipócritas.

Manifesto pelo direito de as mães amamentarem durante a gestação, ou amamentarem mais de uma criança simultaneamente, sem serem ameaçadas com dados inverídicos acerca de efeitos nocivos para a criança que mama ou para o feto.

Manifesto pelo direito de as mães amamentarem livremente, e de os bebês mamarem livremente, sem serem alvo de preconceito ou ignorância.

Lia Miranda.
sacodefarinha.blogspot.com

Em tempo> A foto que ilustra o post foi encontrada na internet, reproduzida mil vezes, portanto, não sei quem é a autora. Mas a considero especial porque mostra um bebê que tem uma pega incrível e parece demais com o pequeno Léo.